Sindipetro-BA cobra efetivo próprio, alimentação e segurança em reunião com a Petrobras

O Sindipetro Bahia apresentou demandas sobre efetivo, alimentação e segurança em unidades da Petrobras no estado, durante reunião com setores de Recursos Humanos e Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS). O sindicato apontou problemas operacionais e cobrou cumprimento de acordos firmados com a categoria.
O encontro foi realizado no dia 16 de abril. Na Unidade de Negócios da Bahia (UN-BA), o sindicato denunciou a substituição de trabalhadores próprios por terceirizados em áreas como EVF, Buracica e Araçás. Segundo a entidade, a prática enfraquece o quadro efetivo e contraria a Carta Compromisso assinada em 2023 com a FUP, que prevê a recomposição de vagas após o processo de desinvestimento no estado. A gestão local confirmou a terceirização, enquanto o RH corporativo alegou desconhecer o acordo. A Petrobras informou que irá analisar os relatos e o documento antes de se posicionar.
Sobre a substituição da alimentação in natura por vale-alimentação ou vale-refeição, a empresa alegou inviabilidade técnica nas unidades baianas. Entre os motivos apontados estão a ausência de restaurantes próximos, falta de transporte para deslocamento dos trabalhadores e impactos em regimes especiais, como turno e confinamento, especialmente no período noturno. O setor de SMS se comprometeu a apresentar um parecer técnico detalhado e discutir o tema em reunião específica.
Na FAFEN, o sindicato defendeu a ampliação do efetivo próprio como forma de garantir segurança operacional e cumprimento dos acordos. A gestão informou que parte dos trabalhadores cedidos já foi devolvida às unidades de origem, mantendo apenas funções estratégicas, e que há estudo em andamento para recompor o quadro, incluindo coordenação de turno com trabalhadores próprios.
Em relação à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), o Sindipetro-BA relatou dificuldades na participação de membros em investigações, reuniões e atividades como a SIPAT, principalmente fora do horário de trabalho devido a restrições de horas extras. A gestão reconheceu os impactos e afirmou que fará ajustes internos.
O sindicato também apontou descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho na indicação de cipistas para comissões de investigação, sem priorizar representantes eleitos. A empresa se comprometeu a orientar as presidências das CIPAs sobre o cumprimento das regras ou justificativas em casos excepcionais.
O Sindipetro-BA afirmou que seguirá acompanhando as tratativas e cobrando medidas para garantir condições seguras de trabalho, valorização do efetivo próprio e respeito aos acordos coletivos.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.













