Petroleiros criticam ameaça de desabastecimento para forçar aumento de combustíveis

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) criticou o posicionamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) de que empresas podem suspender importações de gasolina e diesel caso a Petrobras não aumente os preços no Brasil. Segundo a entidade, a medida seria uma tentativa de pressionar a Petrobras a aumentar os preços dos combustíveis no mercado brasileiro.
Para o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, ameaçar um possível desabastecimento para forçar reajustes representa uma prática abusiva contra a população. Ele afirmou que reduzir a oferta de combustíveis com o objetivo de influenciar preços pode configurar conduta anticoncorrencial.
De acordo com a federação, esse tipo de comportamento pode violar a Lei de Defesa da Concorrência e, dependendo das circunstâncias, caracterizar crime contra a ordem econômica.
A FUP também citou exemplos de aumento de preços após a privatização de refinarias no país. Em Manaus, por exemplo, a gasolina chegou a cerca de R$ 7,30 por litro após reajustes registrados na refinaria Ream, privatizada em 2022.
Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam que o preço da gasolina na refinaria subiu de R$ 2,90 para R$ 3,47, enquanto o diesel passou de R$ 3,78 para R$ 5,10.
Na Bahia, a Acelen, empresa que administra a antiga refinaria Landulpho Alves, também registrou aumentos no preço da gasolina e do diesel.
As informações são do Sindpetro.














