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Comandante da PM diz que denúncia de estupro no circuito Dodô “não procede”, mas investigação continua

A denúncia de estupro envolvendo policiais militares no circuito Dodô (Barra-Ondina), em Salvador, segue sob investigação. O caso teria ocorrido durante o Carnaval, no primeiro dia oficial da festa, quinta-feira (12).

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Nesta sexta-feira (20), o comandante da Polícia Militar da Bahia, coronel Magalhães, afirmou que a acusação inicial — de que o crime teria sido cometido dentro de um banheiro químico por três policiais — “não procede”.

Em entrevista à rádio Sociedade, o comandante declarou que a versão inicial levantou dúvidas. “Quatro pessoas dentro do banheiro químico já deixa certa dúvida dessa denúncia. Mas, como toda e qualquer denúncia, tomamos providência imediata, envolvendo a nossa corregedoria”, afirmou.

Ele ressaltou que o inquérito tramita sob segredo de Justiça por envolver pessoa vulnerável. “Não podemos dar maiores dados hoje porque a investigação ainda está em segredo de justiça. Mas posso dizer que aquela acusação inicial não procede e estamos trabalhando de cima disso para chegarmos efetivamente ao que aconteceu”, acrescentou.

Policiais foram ouvidos

Pelo menos 12 policiais militares já foram ouvidos no curso das investigações. Ao menos quatro deles estariam diretamente ligados ao fato. Todos negaram participação em crimes.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, com base no depoimento prestado pela vítima na delegacia de Vila de Abrantes, onde ela reside, o suposto crime teria ocorrido dentro de um banheiro químico no circuito.

A denunciante é argentina e vive no Brasil há algum tempo.

Os policiais citados foram identificados por meio de imagens. Laudos periciais, incluindo exames realizados na vítima, ainda são aguardados para dar continuidade ao inquérito.

O comandante reforçou que as apurações seguem em andamento. “Se por um acaso aconteceu algo por ali, vamos chegar efetivamente aos culpados, porque estamos investigando de forma célere e não admitimos, em hipótese alguma, violência contra mulher”, afirmou.

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